10/10/2017 | 20h25m

Comércio

Abertura dos supermercados em Caxias e região no feriado é incerta

Audiência realizada na tarde desta terça-feira, em Porto Alegre, terminou sem acordo sobre os índices do dissídio 

Consumidores devem antecipar as compras para esta quarta-feira. Não há uma decisão definitiva sobre a abertura dos estabelecimentos com mão-de-obra empregada

Consumidores devem antecipar as compras para esta quarta-feira. Não há uma decisão definitiva sobre a abertura dos estabelecimentos com mão-de-obra empregadaRoni Rigon / Agencia RBS

Terminou sem acordo a audiência realizada na tarde desta terça-feira no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 4ª Região, em Porto Alegre, com o Sindicato dos Empregados no Comércio de Caxias do Sul (Sindicomerciários) e o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios (Sindigêneros). Com isso, os supermercados que trabalham com mão-de-obra empregada nos municípios de Caxias do Sul, Flores da Cunha, Nova Pádua e São Marcos correm o risco de não poderem abrir as portas nesta quinta, feriado de Nossa Senhora Aparecida, a exemplo do que aconteceu no feriado de Vinte de Setembro.

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O Sindicomerciários já entrou com uma ação no TRT tentando impedir a abertura. O juiz ainda não decidiu se será favorável ou não. Isso deve acontecer durante o dia de hoje. Por enquanto segue valendo a decisão pela abertura. 

— Vai depender d o juiz que estiver de plantão — adianta o presidente do Sindicato dos Empregados, Silvio Frasson. 

Os dois sindicatos não chegaram a um consenso sobre vários itens do rejuste do dissídio. Entre eles, o salário-base do empacotador. O patronal oferece R$ 990 e o dos comerciários pede R$ 1 mil.

— Eles (patrões) querem humilhar os trabalhadores desse ramo — ressalta Frasson.   

Sobre o percentual, o índice de 3% teria sido acordado, segundo o presidente do Sindigêneros, Eduardo Slomp. 

— Oferecemos um salário-base de R$ 1.235, enquanto no resto do Estado o valor fica em R$ 1.230.

No feriado do dia 20 de Setembro, uma ação do TRT na noite do dia 19 proibiu a abertura dos supermercados com mão-de-obra empregada. A multa estipulada para quem descumprisse a medida foi de R$ 1 mil por funcionário. A maioria fechou as portas. 

Perderam o consumidor, o comerciante e a economia dos quatro municípios.