19/06/2017 | 8h58m

Mirante

Crise política no país tem novos capítulos

Entrevista de Joesley, julgamento de Aécio e permanência de Fachin como relator da JBS são as tensões da semana

Joesley Batista coloca Temer e Aécio no centro do terremoto político 

Joesley Batista coloca Temer e Aécio no centro do terremoto político Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil/ Divulgação / Agência Brasil/ Divulgação

Em meio ao terremoto que vem sacudindo o Planalto, a entrevista de Joesley Batista à revista Época, em que diz que o presidente Michel Temer (PMDB) é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil, aumenta a tensão e o descrédito na população. Temer revida, declarando que o empresário é o "bandido notório de maior sucesso na história brasileira".

De fato, Joesley está longe de qualquer proximidade de honestidade, mas vale lembrar que Temer o recebeu à noite, no Jaburu, sem agenda oficial, quando foi gravado. Com um generoso acordo de delação premiada, Joesley colocou muitos graúdos no mesmo balaio. Lula e o PT institucionalizaram a corrupção, Temer era o número 1 e o senador afastado Aécio Neves (PSDB), o número 2, disse, entre outras coisas bem pesadas.

O país sangra. Joesley segue livre e rico. E vem mais emoções já agendadas para esta semana, em especial o julgamento do pedido de prisão de Aécio no Supremo Tribunal Federal e a permanência do ministro Edson Fachin como relator da delação da JBS.

Com a política brasileira abalada há muito tempo — o que só piora — pouca coisa surpreende quando vêm à tona as tramoias do poder, mas ainda falta a delação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), preso, que estaria sendo avaliada. Aí, sim, não deve sobrar pedra sobre pedra.