11/08/2017 | 8h30m

Mirante

Decisão sobre sede da UAB, em Caxias, vai acabar na Justiça

Nova divergência se instala com o pedido de desocupação, que remete à intenção de enfraquecer o movimento comunitário

Walter (segundo à esquerda) esteve com prefeito, vereadores e coordenador de Relações Comunitárias e comunicou que não deixarão prédio

Walter (segundo à esquerda) esteve com prefeito, vereadores e coordenador de Relações Comunitárias e comunicou que não deixarão prédioPetter Campagna Kunrath / Divulgação

Foi por água abaixo o aceno de melhora nas relações da União das Associações de Bairros (UAB) com a prefeitura de Caxias. O pedido de desocupação do prédio da entidade, bem como de centros comunitários, vai parar na Justiça.

O presidente da UAB, Valdir Walter, lembra que há um documento de cedência por 99 anos para ocupação do espaço. O prefeito Daniel Guerra (PRB) alega que o contrato pode ser rescindido, sem que haja indenização ou reparação legal. Walter conversou com o prefeito, os vereadores Chico Guerra (PRB) e Renato Nunes (PR) e o coordenador de Relações Comunitárias, Rafael Bado, na tarde desta quinta-feira, e comunicou que não abre mão.

— Pedir é uma coisa, levar é outra — frisou.

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Forte reação diante da decisão envolvendo policiamento comunitário, em Caxias

Na Câmara de Vereadores, houve forte reação contra a determinação do município.

— Nós não íamos imaginar, nem se fosse uma ditadura hoje, que isso aconteceria — disse Renato Oliveira (PCdoB).

Elói Frizzo (PSB) destacou que o prédio da Cantina Antunes só veio para o município por conta da luta da UAB para ocupar um espaço.

— Não sei o que está acontecendo, acho que o problema é de internação — disse Frizzo.

Adiló Didomenico (PTB) foi no mesmo tom:

— Eu acho que tem que abrir um CC para um psiquiatra, ali, bem pertinho do Gabinete.

Difícil não ver a medida como forma de enfraquecer o movimento comunitário. Guerra nega esse objetivo, mas não convence.