10/10/2017 | 11h27m

Mirante

PP destitui Juventude após polêmica com pedido de impeachment do prefeito de Caxias

Alexandre Bortoluz, que era o presidente, vai recorrer a autoridades estaduais

Foi arquivada denúncia de que Bortoluz (à esquerda) teria participado do pedido de impeachment 

Foi arquivada denúncia de que Bortoluz (à esquerda) teria participado do pedido de impeachment Maurício Palma / Divulgação / Divulgação

O protocolo do primeiro pedido de impeachment do prefeito Daniel Guerra (PRB), feito por um membro da Juventude Progressista, em fim de agosto, e a repercussão provocada, uma vez que o partido se posicionou contra, acabou levando o PP de Caxias a destituir todo o departamento. Os membros da Juventude serão integrados ao diretório municipal. A medida extrema foi tomada no sábado pela executiva, presidida por Ovídio Deitos. 

O autor do pedido de impeachment foi o bacharel em Direito João Manganelli Neto, que teve o pedido de expulsão da sigla encaminhado à Comissão de Ética Partidária. Porém, ele optou pela desfiliação. A possível participação do presidente da Juventude, Alexandre Bortoluz, na denúncia contra Guerra, que também havia sido encaminhada à Comissão  de Ética, foi arquivada. 

Conforme a assessoria do partido, “não foi encontrado indício que Bortoluz participou do ato de procotolo do primeiro pedido de impeachment do prefeito Guerra”. 

Bortoluz não esteve na reunião, pois foi a Esteio na convenção da Juventude Progressista estadual. Disse que é estatutária a existência desse setor, tanto em nível estadual, quanto nacional. Ele ainda não tinha a informação sobre a decisão de sábado,  mas pretende comunicar as autoridades estaduais, uma vez que foi eleito democraticamente.  

Bortoluz afirma que a medida se deve à antiga Juventude, que atua na assessoria do vereador Arlindo Bandeira, devido à derrota na eleição para o comando.